não tenho mais cara
não tenho mais nome
sou apenas o que você vê
e mais nada
sou menos do que você espera
muito menos do que sonha
nem passo perto de ser um cara bonito
de repente você me abre os braços
e eu saio correndo
sou parte do que não tem
mas é o impossível fazendo de conta, mais uma vez.
corre que o fogo tá queimando sua foto, em cima da mesa.
e o passado acabou de virar cinzas
domingo, 9 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
Parece cocaína
eu escolhi a solidão
e nem imaginava o quanto seria triste
matei todos os meus amigos
desfiz meus relacionamentos
quebrei o coração de muitas mulheres
usei muitas delas
eu quis estar sozinho
eu busquei vencer a alegria
pondo mais tristeza na minha xícara de chá
e é um tormento acreditar que não posso mais ser assim
o sufoco é saber que
não se é feliz na solidão
que os outros podem viver sem mim
que eu estou assim por minha vontade
mas eu ainda tenho vontade de vomitar
e parece que emoções me vêm ao coração
e o choro é inevitável
mas ninguém me explicou que não podia ficar só
ninguém me dise que a solidão era triste
e agora? o que faço com meus muros?
são tão altos pra que possa pulá-los
são tão resistente pra que eu possa quebrá-los
são tão ásperos para que eu possa tocá-lo
e meu coração não quer mais sentir
e o isolamento é foda
e a depressão tomou conta de nós
e eu não sei mais em que caminho me enfiei
mas já está tarde
e eu não posso mais procurar ajuda
me resta ao menos sufocar-me no travesseiro
debaixo dos meus lençóis
e esperar um sonho onde eu esteja livre
me resta apenas um suspiro de liberdade
ao acordar do sonho
uma negação do horizonte frio
e se eu não puder contar com ninguém
eu vou estar na minha cama, quando você me ligar
sobretudo, haverá de me contar como foi o seu dia
e depois eu irei te dizer que estou feliz por você
mas ainda assim, continuarei dentro do meu estreito equilíbrio
e da minha grande insensatez.
e nem imaginava o quanto seria triste
matei todos os meus amigos
desfiz meus relacionamentos
quebrei o coração de muitas mulheres
usei muitas delas
eu quis estar sozinho
eu busquei vencer a alegria
pondo mais tristeza na minha xícara de chá
e é um tormento acreditar que não posso mais ser assim
o sufoco é saber que
não se é feliz na solidão
que os outros podem viver sem mim
que eu estou assim por minha vontade
mas eu ainda tenho vontade de vomitar
e parece que emoções me vêm ao coração
e o choro é inevitável
mas ninguém me explicou que não podia ficar só
ninguém me dise que a solidão era triste
e agora? o que faço com meus muros?
são tão altos pra que possa pulá-los
são tão resistente pra que eu possa quebrá-los
são tão ásperos para que eu possa tocá-lo
e meu coração não quer mais sentir
e o isolamento é foda
e a depressão tomou conta de nós
e eu não sei mais em que caminho me enfiei
mas já está tarde
e eu não posso mais procurar ajuda
me resta ao menos sufocar-me no travesseiro
debaixo dos meus lençóis
e esperar um sonho onde eu esteja livre
me resta apenas um suspiro de liberdade
ao acordar do sonho
uma negação do horizonte frio
e se eu não puder contar com ninguém
eu vou estar na minha cama, quando você me ligar
sobretudo, haverá de me contar como foi o seu dia
e depois eu irei te dizer que estou feliz por você
mas ainda assim, continuarei dentro do meu estreito equilíbrio
e da minha grande insensatez.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Falta
e o meu maior problema é não saber o que fazer
você pareceu apossar-se de meu coração
não me pede mais permissão
pra poder entrar aqui
e no mais, o que me resta é uma vontade imensa de fugir com você
pra onde for mais tranquilo
onde ninguém possa deter
nem intimidar
os impulsos de amor e tesão
e se eu soubesse onde te encontrar agora, sairia correndo
colocaria meus sonhos na bagagem
levaria-os até você
e eu desejo tanto estar do seu lado
só pra poder me perceber seu
e que merda é essa que eu tô escrevendo?
tão romântico e apaixonado.
uma vontade louca de tirar a sua roupa.
te ver nua pra mim e poder ser o homem da sua vida
mas acontece que você nem sabe que eu penso em você
ou sabe e finge que não
ou sabe e me esnoba
e eu aqui, esperando uma taça de vinho
uma torrada
e um cigarro
a cama é vazia se você não está nela.
você pareceu apossar-se de meu coração
não me pede mais permissão
pra poder entrar aqui
e no mais, o que me resta é uma vontade imensa de fugir com você
pra onde for mais tranquilo
onde ninguém possa deter
nem intimidar
os impulsos de amor e tesão
e se eu soubesse onde te encontrar agora, sairia correndo
colocaria meus sonhos na bagagem
levaria-os até você
e eu desejo tanto estar do seu lado
só pra poder me perceber seu
e que merda é essa que eu tô escrevendo?
tão romântico e apaixonado.
uma vontade louca de tirar a sua roupa.
te ver nua pra mim e poder ser o homem da sua vida
mas acontece que você nem sabe que eu penso em você
ou sabe e finge que não
ou sabe e me esnoba
e eu aqui, esperando uma taça de vinho
uma torrada
e um cigarro
a cama é vazia se você não está nela.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
canto daquele que já não sabe mais pra onde ir
eu tenho vontade de vomitar
aliás, meu vômito tem vontade de sair de mim
e meu corpo pede descanso
a pele cansada de levar surra
os olhos cansados de derramar lágrimas
o rosto cansado de escorrer suor
a mão cansada de pedir ajuda
um homem cansado de mendigar afeto
um coração cansado de bater em vão
e o sangue cansado de correr em veias e artérias,
de pulsar sem significado
de sangrar sem ferimento mortal
uma cama cansada de sustentar meu corpo
um travesseiro cansado de ser conselheiro
um telefone cansado de discar o mesmo números
uma voz cansada de chamar pelo teu nome
uma boca seca
de tanto esperar
e o quanto demorar, mais vai fazer crescer a vontade de matar o homem
que sou
e fazer nascer outro
mais desligado
mais desapegado
mais frio
menos apaixonado
menos dependente
menos humano
mais morto
mais que morto, não nascido.
p.s.: participação do Fake
e meu corpo pede descanso
a pele cansada de levar surra
os olhos cansados de derramar lágrimas
o rosto cansado de escorrer suor
a mão cansada de pedir ajuda
um homem cansado de mendigar afeto
um coração cansado de bater em vão
e o sangue cansado de correr em veias e artérias,
de pulsar sem significado
de sangrar sem ferimento mortal
uma cama cansada de sustentar meu corpo
um travesseiro cansado de ser conselheiro
um telefone cansado de discar o mesmo números
uma voz cansada de chamar pelo teu nome
uma boca seca
de tanto esperar
e o quanto demorar, mais vai fazer crescer a vontade de matar o homem
que sou
e fazer nascer outro
mais desligado
mais desapegado
mais frio
menos apaixonado
menos dependente
menos humano
mais morto
mais que morto, não nascido.
p.s.: participação do Fake
terça-feira, 30 de junho de 2009
Só me sobrou a expectativa perdida de última hora
E hoje? O que você me diz sobre nós?
Dirá que não somos mais a parte que faltava nos sonhos de Amélia.
E eu não sei se vou tomar conta dos Bernardos.
E me contaram que o espelho é muito diferente do que somos.
Eu lembrei de uma vez que nos beijamos.
Estávamos só nós dois quietos num canto qualquer.
Não, essa história não é de beijo, é de ADEUS!!
Eu quero ser Hamlet um dia, no teatro.
Eu quero ser Romeu, um dia também.
Eu quero ser o filho da puta.
E mamar nas tetas da onça como Rômulo e Remo!
Foram eles dois mesmo?
E o que me importa?
Acho mesmo que é hora de estar na cama.
Para dormir somente, sem nenhuma moça bonita pra passar a noite e o tempo comigo.
Dirá que não somos mais a parte que faltava nos sonhos de Amélia.
E eu não sei se vou tomar conta dos Bernardos.
E me contaram que o espelho é muito diferente do que somos.
Eu lembrei de uma vez que nos beijamos.
Estávamos só nós dois quietos num canto qualquer.
Não, essa história não é de beijo, é de ADEUS!!
Eu quero ser Hamlet um dia, no teatro.
Eu quero ser Romeu, um dia também.
Eu quero ser o filho da puta.
E mamar nas tetas da onça como Rômulo e Remo!
Foram eles dois mesmo?
E o que me importa?
Acho mesmo que é hora de estar na cama.
Para dormir somente, sem nenhuma moça bonita pra passar a noite e o tempo comigo.
domingo, 14 de junho de 2009
Quatro horas da manhã
Se tudo que me sobrou foi um copo de whisky e um guardanapo com seu número.
Talvez amanhã eu te ligue. Hoje mais não. Estou bêbado e com vontade de ficar sozinho.
Talvez amanhã eu te ligue. Hoje mais não. Estou bêbado e com vontade de ficar sozinho.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sábado

É manhã de sábado. Na verdade passam das 13, mas acabei de acordar. Dei uma olhada em 360° pela casa. Vazia. Nenhuma pessoa sequer podia ser vista. Todos estavam fora. A minha surpresa era uma caixa de presente em cima da mesa. Naturalmente não era meu. Não costumo ganhar presente. Acendo um cigarro e percebo que o maço está pra mais do meio. É melhor garantir outro antes que esse acabe. Provavelmente não dura o resto da tarde. Em meio aos tragos mordisco uma maçã. Metade dela estava podre, tive que jogar no lixo. Fome. Vou à geladeira, tem água e resto da comida de ontem. Ninguém está em casa. A TV desligada pede para passar um filme ou um seriado enlatado. Me nego a acreditar que estou sozinho. Coloco o feijão pra esquentar. Demora. Feijão congelado. Um pouco de iogurte. O feijão continua esquentando. Aproveito a chama do fogão para mais um cigarro. No bolso, um bilhete com um telefone e "me ligue, gato". A calça não é minha. Telefone toca, secretária eletrônica atende. "Gu, você tá aí? Passo aí em meia hora." Campanhia toca. Mulher, cabelos compridos e pretos e eu pelo olho mágico. Não tinha ninguém em casa. Nem eu estava. Gu não estava. Não faria sala pressa que eu nem conheço. Feijão quente, arroz quente. Salada de ovo. Cigarro. Abro a última lata de cerveja na geladeira. Goladas fenomenais. Sede. Nada de interessante na TV. Como sempre. Sento no computador. Checo minha caixa de entradas. Nada interessante. Verifico a agenda cultural, nada interessante. Cigarro e cerveja. Alguma vizinha bate à porta. Continua batendo depois de três minutos. TV e cerveja. Programa reprise. Filme nacional. Cigarro. Cerveja acabou. Ainda me restam TV e filme nacional e cigarros e café. Café. Telefone toca. "Gu, estive aí. Voce não tava, ainda não tá, quando chegar me liga, notícia boa." Curiosidade. TV, filme nacional, telefone, cigarro, café. Sono. São dezessete. Banho. Nicotina impregnada. Vou ali. Comprar pão, mortadela, cerveja, café, macarrão e cigarros. A noite promete ser importante. Ninguém em casa. Telefone. "Gu?" "Alô?" "Tô passando aí em meia hora." "Ok! Traga cerveja e pizza." Noite melhor que tarde. Filme na TV, cerveja, café, cigarros, companhia. Sono. "Oi amor, por que não atendeu os telefonemas?" "Eu saí o dia todo, amor. Tive que resolver problemas. Cansado, faz um chamego?" "Claro, vem cá!" Vida tão diferente. Café. Cigarro. Pizza. Cerveja. Filme nacional na TV. Cafuné no sofá.
sábado, 14 de março de 2009
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
copo de vinho
aconselha-me o sol!
brotou o amanhã quando eu ainda
pensava em enterrar o ontem.
e eu nem sei se as flores
em cima da mesa
são presentes ou
se velam um passado morto
brotou o amanhã quando eu ainda
pensava em enterrar o ontem.
e eu nem sei se as flores
em cima da mesa
são presentes ou
se velam um passado morto
sábado, 29 de novembro de 2008
enquanteu respirar
das treze histórias mais emocionantes
minha vida quis fazer uma novela
e eram doze amores e uma vida sem sal
e assim foi-se esvaindo
uma vida rica em sua simplicidade
um sorriso de retorno
um beijo sem medo
um abraço quieto
e os sussurros eram segredos
as risadas eram felicidade
o toque era vontade
a dor da vida sem sal era um pouco de tristeza
ela sabia que no final as doze partiriam
mas ela queria mesmo estar viva
e era feliz, sabendo o futuro temível
se lançava em beijos, abraços toques
e não se permitia limitar-se em momento algum!
amava sim
afinal, quem ama é passível de tristezas...
mas certamente goza dos prazeres do amor
e não dormia. não pensava.
vivia as doze numa só!
e chegava de repente o tempero pruma vida sem sal
e não se ia jamais
ficava no coração
parte elementar, de onde fluia toda a sua
vontade de viver!
*um muito obrigado à minha inspiração deste texto: Lari, conhecida atualmente também como mariquinha.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
noite sozinho
foda-se a cor!
não suporto essa melancolia
não quero mais ver cor de amor na minha frente!
e quanto a passear na floresta do mal
a sua gruta me parece bem quente!
eu quero mais é que se lenhe o amanhã
a cachaça que eu tomei não vai durar eternamente e eu preciso
muito ficar bêbado
eu quero mais é
que a puta com quem marquei essa noite
chegue logo no motel
preu poder dar uma
relaxada!
não suporto essa melancolia
não quero mais ver cor de amor na minha frente!
e quanto a passear na floresta do mal
a sua gruta me parece bem quente!
eu quero mais é que se lenhe o amanhã
a cachaça que eu tomei não vai durar eternamente e eu preciso
muito ficar bêbado
eu quero mais é
que a puta com quem marquei essa noite
chegue logo no motel
preu poder dar uma
relaxada!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Hora de deixar morrer a poesia?
eu ouvi um poeta cantar
músicas de amor com músicas de protesto disfarçado
eu paguei presse poeta, como não pago a prostitutas
eu ouvi ele mentir carinhos e amores no palco
ouvi cantar os sonhos das menininhas
os sonhos virginais das menininhas
ouvi ele falar pra um monte de marmanjo bobo
narizes de palhaços
apaixonados pela sensibilidade da alma
eu apaixonei aquela noite
beijei a boca que desejara há algum tempo
eu sofria angústia do dia seguinte
eu gastei dinheiro em cerveja e água mineral
eu bebi um copo da tristeza e eu dancei, pulei, gritei, como
numa dose de alguma droga cujo nome me passa agora
ele dizia em alto e bom tom
"a poesia prevalece"
naquelas três horas, prevaleceu mesmo!
depois só ficou o medo do dia seguinte, do não posterior ao beijo
restou a ressaca moral, o medo de olhar pra frente
na verdade não me resta muita coisa em pleno final da noite
só mesmo a vontade de olhar pra ela, a mesma, fechar os olhos
e tornar realidade o sonho da noite passada.
"ecelaverp aiseop a"
domingo, 31 de agosto de 2008
pobreza de alma
vida e morte passam por ele. ele sorri pro que ele vê. e o sorriso é o sinal de sobrevivência. faz amigos que passam. odeia seus inimigos, mas finge que os ama pra depois desfazer deles em público. não suporta o mundo e deseja que tudo seja diferente. não consegue tomar uma dose de gin. ele vomitou nos lençóis na noite passada. ele é viciado em drogas ilícitas. ele vive bem com seu cachorro. come comida congelada e não tem namorada.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Cotidiano
Somos bêbados e estamos vigiando a formiga andando e carregando seu alimento pela sala de estar enquanto minha mãe cozinha um pouco de arroz para o almoço.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
sábado, 28 de junho de 2008
Estoure o céu!
Num dia nublado, as coisas parecem desalinhadas!
Meu pão não tem queijo.
O café tá sem açúcar.
O leite azedou.
A mão está gelada.
A cerveja está quente.
Minha TV está ligada.
O livro está fechado.
Enquanto isso o mundo passa.
A vizinha passa.
O carro passa.
As pernas passam.
O moleque passa, correndo, mas passa.
E minha vontade de escrever acabou.
Definitivamente estamos desalinhados.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
A causa de todas as dores: amor (*)

Eu sou um poeta morto.
Meus versos não encantam mais casais apaixonados!
Minha música não é mais trilha
De nenhuma serenata...
Resta no meu peito febril
Um lânguido resto de amor
E mesmo sem o semblante de minhamada
Posso suspirar durante a noite
Fria como um cadáver
Ainda, apesar de ausente coração,
Sinto correr em mim sangue vermelho, da cor da paixão
E espero o sinal, do céu que seja
Daquela donzela,
Ar pueril e venenoso
Que retirou de mim
O que me mantinha vivo
A poesia!
*Homenagem a uma amiga que mais parece essa mulher aí do poema!
domingo, 8 de junho de 2008
Dia dos nAMORados
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