sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Não fode, Alberto

Prometi a mim mesmo, mais de uma vez, que não aceitaria mais seus convites para sair, para tomar cerveja em bares, para comer sanduíches de mortadela. Mas tamanha minha vontade de olhar novamente para seus olhos que esqueci minhas promessas. E aqui estou eu, há duas horas sentado neste bar, já na quarta caneca de chopp, já escrevendo poemas sem sentido no guardanapo, contando minha história para o garçom e acendendo o quinto cigarro da noite.

Porra, Alberto. Eu tinha parado de fumar, sabia? E agora todos os meus esforços foram pra casa do caralho porque, mais uma vez, você teve muito trabalho ou teve que buscar bagulho na casa de alguém ou outro alguém terminou o namoro ou meu cu, velho.

Eu vou mandar você à merda se foder na puta que te pariu mais uma vez. Tomara que eu consiga manter a promessa que fiz hoje ao garçom, de nunca mais voltar a falar com você ou a este bar contigo.

Vou deixar o seu nome gravado na árvore e embaixo escrever "filho da puta", com o perdão de todas as putas, que não merecem um filho como você.