sábado, 12 de dezembro de 2009

De Gosto

Gosto do azul se ele está à mostra. Gosto do verde se ele estiver vivo, ou enrolado num cigarro. Gosto da pele nua, suada e quente. Gosto do gozo, do sorriso, da respiração marcada. Gosto do risco de unha nas costas, da marca no pescoço. Gosto do coração batendo mais forte. Gosto da dose de licor depois do sexo. Gosto de olhar a lua pela janela, acender um cigarro e ser surpreendido com um beijo na nuca. Gosto do cheiro de café que vem junto com o seu beijo. Gosto de sentir seu rosto no meu peito. Gosto de ouvir sua voz sussurrando. Gosto de sentir o vento que sacode as cortinas. Gosto muito de não dizer nada, de deixar que o momento fale por si. Gosto de ouvir a sua risada gostosa ao me contar histórias. Gosto de me encantar aos pouquinhos com o brilho de seu olhar. Gosto de poder me perder em você. Gosto de perder as horas ao seu lado. Gosto de nunca ver o tempo passar se você está comigo. Gosto de conversar sobre música durante o café e depois do café falar de novela. Gosto de voltar à cama e dizer que te quero de novo e sempre. E gosto de começar tudo de novo, sem medo de ser louco, sem medo de ser piegas. Gosto de faltar ao trabalho pra ficar com você. Gosto de dizer que não estou, se me procuram. Gosto de aproveitar cada segundo em seu corpo. Gosto de ver o céu ficar vermelho, ao longe. Gosto de ver os últimos raios de sol cobrirem seu corpo nu. Gosto de ver o volume de seus seios em direção a mim e de te guardar num abraço. Gosto de dizer que te amo baixinho, só pra você me escutar. Gosto do gemido seco e ofegante. Gosto de dormir abraçado, sentido o seu cheiro. Gosto de acordar no dia seguinte e olhar pra você, dormindo tão tranquilamente. E do beijo nos lábios antes de sair. Gosto de passar o dia esperando te ver. Gosto de ver o azul à mostra. E gosto dos pássaros no meio do caminho. Gosto de estar como um adolescente apaixonado. Gosto desse sentimento que invade meu coração. Gosto do medinho e do frio na barriga. Gosto de dizer sim. Gosto do amor quando ele, de repente, bate à minha porta. E gosto muito de saber que, no fim de tudo, não seremos apenas lembranças, mas seremos uma história só.

*Uma menina, amiga minha, gostou tanto desse texto, que eu dedico a ela. Sem citar nomes "para não causar constrangimentos".

2 comentários:

Larissa disse...

Voce aumentou. Ficou melhor ainda... como? Eu gosto muito desse texto, e repito: voce não tinha o direito de ter escrito ele. Era meu, só meu. Gosto muito!

P. Veras disse...

Gostei muito ! Passei um tempo separado de minha mulher, agora a gente está bem, mas esse texto me fez lembrar dos momentos que eu tive com ela e eu vi o quanto eu poderia fazer desse texto minhas palavras para ela, mostrar o quanto eu tb gosto de tudo isso com ela...
Parabéns e obrigado pelo comentario !!